Hábitos e genética que fazem diferença no grau de envelhecimento – Dra. Lívia Carvalho

Hábitos e genética que fazem diferença no grau de envelhecimento

Hábitos e genética que fazem diferença no grau de envelhecimento

Hábitos e genética que fazem diferença no grau de envelhecimento 

Os anos deixam marcas na pele, mas nem sempre o grau de desgaste aparente é compatível com a idade. Os fatores que mais pesam nessa conta são a carga genética e o estilo de vida. 

O envelhecimento pode ser classificado em dois tipos: 

  1. o intrínseco, relacionado ao envelhecimento cronológico – à idade real do indivíduo;
  2. o extrínseco, ligado aos hábitos de vida, grau de exposição solar e poluição, por exemplo.

Pesquisas recentes apontam que a genética é responsável por apenas 40% da elasticidade da pele, enquanto os outros 60% são determinados por fatores como hábitos e ambiente. Características como ressecamento, menor elasticidade e mais rugas periorbitais, os famosos “pé de galinha”, fazem com que alguém aparente ter mais idade do que tem. 

O envelhecimento da pele pode ser classificado em quatro graus:

1) Grau leve:

Quando a pele apresenta manchas suaves, não tem aspereza e nem rugas.

 O processo de envelhecimento da pele começa a partir dos 25 anos, ainda que esses primeiros sinais sejam quase imperceptíveis. Devido a agentes externos, como poluição e fumo, a pele perde a luminosidade e podem surgir manchas suaves. Então se sua pele tem essas características, ela seria classificada como a de alguém com até 25 anos.

2) Grau moderado:

Nesse grau aparecem manchas acastanhadas, a pele já tem uma leve aspereza e podem surgir linhas ao redor da boca e rugas com o movimento da face. Essa seria a pele de alguém que já entrou na terceira década de vida. 

É nessa fase que começa a diminui a produção de colágeno, causando um processo de degradação da proteína que já estava presente no organismo. Alguns sinais como olheiras, rugas ao redor dos olhos, na testa e entre as sobrancelhas ficam mais evidentes. É também quando as manchas no rosto ficam mais acentuadas, principalmente para quem não fez o uso diário do protetor solar ou se expôs muito ao sol.

3) Grau avançado

Quando já aparecem manchas escuras, avermelhadas ou esbranquiçadas. Há a presença também de vasinhos próximos ao nariz, marcas de expressão ao redor dos olhos e da boca, mesmo em repouso, além de ressecamento e flacidez em nível moderado. 

Essa seria a pele esperada de quem já passou dos 40, na avaliação.

4) Grau acentuado

Aparição de manchas com tons variados e marcas de expressão na maior parte do rosto. Essa seria a pele de quem tem mais de 50 anos. A desidratação e a flacidez também passam a ser crônicas. 

Nesta fase os ativos dos cosméticos precisam ser mais potencializados do que antes. 

Para tratar da pele envelhecida precocemente, é recomendada técnicas como:

  • laser fracionado de CO2, que estimula a produção de colágeno e melhora as manchas e rugas superficiais.
  •  A combinação de técnicas como o laser e o uso da toxina botulínica para as rugas também pode ser indicada para quem se sente incomodada com a pele
  • Como a primeira área a envelhecer é a região dos olhos, já que ela tem menos camadas de fibras de colágeno, a hidratação mais aprofundada da região e o uso de ativos que combatem a flacidez são indicadas.

Para quem ainda tem uma pele jovem, a prevenção pode ajudar a mantê-la por mais tempo. Dentre os cuidados indicados acima também está a adoção de uma alimentação rica em vitaminas. Higienizar o rosto com produtos específicos no mínimo duas vezes ao dia também é essencial. Ainda, ativos antioxidantes, como vitamina C, fazem a diferença.

Quanto a predisposição genética, a cor e espessura da pele também são fatores a serem considerados. Pessoas com a pele mais clara tendem a apresentar sinais de envelhecimento mais precocemente em comparação a pele morena ou negra.

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